Debate sobre Transporte Público aponta vários problemas

Vereadores, autoridades e representantes de entidades participaram de um debate, na noite de terça-feira (14/07), para discutir a situação do Transporte Público.

Publicado em: 17 de julho de 2009

Vereadores, autoridades municipais e representantes de entidades debateram na última terça-feira (14/07), na Câmara de Nova Odessa, o Transporte Público no município. Foram convocados o procurador Jurídico, Mauricio Pavan; o assessor de Obras e Urbanismo, José Carlos Aparecido Hansen; e o coordenador geral José Antonio Merenda. Todos compareceram.

Também participaram representantes das entidades Apnen (Associação dos Portadores de Necessidades Especiais de Nova Odessa), Sindicato dos Trabalhadores em Transporte Rodoviário de Americana e Região, Associação dos Aposentados e Pensionistas de Nova Odessa, Apae (Associação de Pais e Amigos dos Excepcionais) de Nova Odessa e ACE (Associação Comercial e Empresarial).

Ainda foram convidados, porém não compareceram, o representante do Sindicato dos Empregados do Comércio de Americana, Nova Odessa e Cosmópolis e da empresa Auto Viação Ouro Verde.

O autor do requerimento que deu origem ao debate, o vereador Ângelo Roberto Réstio (PMDB), relata na proposição que em 23 de março do corrente ano, a Câmara promoveu um importante debate sobre o transporte público municipal. Na ocasião, ficou definido o prazo de 90 (noventa) dias para a análise das novas linhas e horários. De outra parte, nesse período inúmeras reclamações foram apresentadas pela população sobre o serviço em questão.

Na opinião de Réstio, o debate desta semana ficou prejudicado com a falta de representante da empresa Ouro Verde, mesmo assim o assunto foi bastante discutido. Vagner Barilon (PSDB) também lamentou a ausência de participante pela permissionária, que julgou como sendo um descaso. Ele criticou ainda que após 19 anos de prestação de serviço no município, não tem um ônibus adaptado para cadeirante.

“O debate é sempre bom porque foca as questões mais importantes, já tivemos um, mas não houve avanço. A cidade está crescendo muito, é necessário melhorar o atendimento neste setor”, frisou o presidente José Mário Moraes (PMDB).

Maria Tereza Casassa, diretora da Apae, comentou que não viu mudanças no serviço e apontou um problema: o fato das carteirinhas, com transporte gratuito para portadores de necessidades especiais e um acompanhante, terem validade apenas para os ônibus da EMTU (Empresa Metropolitana de Transportes Urbanos), ou seja, para os microônibus que circulam no município, não são aceitas. O coordenador geral, Merende, comentou que vão verificar o que pode ser feito em relação a esta questão.

O representante do Sindicato, Carlos Pereira Gomes, comentou que a empresa alega que algumas linhas não comportam um ônibus convencional de 44 lugares, porque circula com 3 ou 4 passageiros. A idéia é trocar os veículos por microônibus, de 33 lugares.

Já o presidente da ACE, Alexandre Miranda, vê esta situação relacionada ao valor das passagens, que para as cidades vizinhas é de R$ 2,50 e dentro de Nova Odessa R$ 2,30. “É preciso fazer reuniões de trabalho para apresentar projetos”, defendeu.

O procurador Mauricio Pavan informou que houve muita dificuldade para a permissionária realizar o serviço e que atualmente há queda na arrecadação por parte da empresa. Segundo ele, a empresa está operando no vermelho. “A Ouro Verde não faz nenhum favor para o município e tem que melhorar muito, pois os cadeirantes, idosos e outros passageiros estão reclamando. Realizamos debates, falamos as mesmas coisas e não se resolve”, criticou Réstio.

Os vereadores comentaram ainda que se não há interesse da Ouro Verde em continuar com o serviço, é preciso analisar a possibilidade de encerrar o contrato e abrir para que outras empresas possam atender o município. Houve, inclusive, sugestão para o transporte alternativo em Nova Odessa.

Barilon defendeu que o contrato deve ser cumprido, pois foram informados que o serviço é realizado pela empresa de Sumaré, o que não estava acordado. “Para rescindir um contrato tem que ser provado que o mesmo não está sendo cumprido. Tem que ter uma denúncia formal, não podemos nos aventurar juridicamente”, esclareceu Mauricio Pavan.

O presidente José Mario sugeriu a formação de uma comissão, com representantes dos poderes Legislativo, Executivo, empresa e entidades para buscar soluções a todos os prontos levantados. “Achei que esse debate foi produtivo sim, mas temos que manter o equilíbrio emocional e buscar soluções”, salientou.
 


Publicado por: Marineuza Lira

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