Nenê Réstio quer municipalização do Ensino Fundamental II

Vereador sugere começar esta mudança pela escola Dorti Zambello Calil

Publicado em: 28 de setembro de 2018

Foi aprovado, por unanimidade, um requerimento do vereador Angelo Roberto Réstio, o Nenê Réstio (MDB), no qual discute sobre a possibilidade da Prefeitura de Nova Odessa, através da Secretaria de Educação, firmar convênio com o Estado com o objetivo de municipalizar a Escola Estadual Dorti Zambelo Calil, que atende alunos do 6º ao 9º ano. A vereadora presidente da Câmara, Carla Lucena (PSDB), também assina a propositura.
 
“Trouxe este assunto para discussão na Câmara porque é muito importante trabalharmos para a municipalização do Ensino Fundamental II, que compreende do 6º ao 9º ano em Nova Odessa. Acredito inclusive que, se possível, começar a mudança com um projeto piloto, como sugestão, pela escola Dorti Zambello Calil, já que o local atende a 800 alunos e pode continuar a atender este mesmo número, porém com a qualidade de educação que o município oferece no Ensino Fundamental I, do 1º ao 5º ano”, explicou Nenê Réstio.
 
Segundo o parlamentar, embora a vereadora presidente da Câmara, já tenha apresentado uma propositura com teor semelhante e, que na ocasião, o Executivo tenha retornado com a resposta de que seria inviável devido aos altos custos, reforça que sua sugestão é que o município comece de forma gradativa.
 
No documento apresentado por Carla, a proposta era para a implantação dos anos finais do ensino fundamental (do 6º ao 9º ano) em todas as escolas municipais, para dar continuidade a qualidade de ensino, bem como já acontece com a Educação Infantil e Ensino Fundamental I.
 
Nova Odessa conta com 12 escolas municipais e, neste ano já atingiu o IDEB (Índice de Desenvolvimento da Educação Básica) que era esperado para 2019, uma escola chegou a 7.4, índice considerado bem alto para alunos de 6 anos até 11 anos, até 5º ano do ensino municipal.
 
Nenê destaca no documento que para o município conseguir está mudança, há um repasse de verbas do Estado para os cofres públicos. “Atualmente a cidade conta com seis escolas estaduais e quando o aluno migra do ensino municipal para o estadual, é inevitável a queda na qualidade do ensino. Sendo que um dos agravantes é que os alunos perdem muito de horas/aula, tendo como reflexo que cada vez menos professores acabam ficando no Estado. Infelizmente a situação é calamitosa”, finalizou o vereador.
 
Na propositura Nenê questiona ainda se há alguma discussão neste sentido de municipalizar as escolas estaduais; o que impede o município de seguir por este caminho e; se existe algum levantamento do índice de aproveitamento nas escolas do Estado para que seja possível realizar um comparativo entre ensino municipal e estadual.
 


Publicado por: Assessoria de Imprensa

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