A sessão da Câmara de Nova Odessa realizada na segunda-feira (dia 20) teve início com um debate a respeito do combate aos escorpiões no município. O vereador Tiago Lobo (PCdoB) havia convocado a discussão e chamou técnicos da Prefeitura para falar a respeito do trabalho preventivo e do protocolo de atendimento em casos de picadas dos animais aracnídeos.
Estiveram presentes três funcionários públicos: o agente de Zoonoses, Leôncio Neves Ferreira, a enfermeira e responsável pela Vigilância Epidemiológica, Paula Mestriner, e a veterinária que coordena o Setor de Zoonoses, Paula Faciulli. “É um problema não só da nossa cidade, mas toda a região”, justifica o autor do requerimento, Tiago Lobo.
“Observamos a proliferação de escorpiões em alguns pontos e por isso chamamos os responsáveis para informar as políticas públicas de enfrentamento”, reforça o vereador. Os técnicos explicaram que a espécie escorpião-amarelo é a que mais aparece na cidade. “Mas não há um aumento expressivo nos casos de aparecimento de escorpiões. Têm se mantido uma média”, cita Leôncio Ferreira.
Em 2008, quando os dados começaram a ser compilados, foram 36 notificações. Em 2009, 13 ocorrências, seguido de 30 em 2010, 43 em 2011, 45 em 2012, 28 em 2013, 62 em 2014, 22 em 2015, 26 em 2016, 48 em 2017 e 40 em 2018. Este ano são 20 comunicações até agora, todas leves. Nesse período, somente quatro casos foram moderados e dois graves, não havendo óbitos.
A analgesia é o procedimento padrão para 99% dos casos, considerados leves. Quando há sintomas adicionais além da dor, como taquicardia, hiper (ou hipo) tensão, o paciente fica em observação. E nos casos mais extremos é necessário o soro, requisitado junto a departamento específico da Unicamp (Universidade Estadual de Campinas), ou com encaminhamento à unidade.
“O escorpião se adaptou a vida na cidade”, resume Paula Mestriner. Segundo ela, é preciso trabalhar em “equilíbrio”, dividindo responsabilidades entre o poder público e o cidadão. Como não há um ‘veneno contra escorpião’, o trabalho preventivo se dá por meio da desbaratização, que ocorre todos os anos. “Diminui a oferta do alimento dele, que é a barata”, detalha. Além disso, a Prefeitura retirada entulhos e objetos que servem de esconderijo para o animal nas residências.
O vereador Angelo Roberto Réstio, o Nenê Réstio (MDB), cobrou a disponibilização do soro antiescorpiônico na cidade. Os representantes explicaram que a ausência de casos fatais e as poucas ocorrências graves são ‘justificativa’ para o Ministério da Saúde não disponibilizar o produto, que tem curta validade. O antídoto é produzido atualmente apenas no Instituto Butantã, em São Paulo, com doses em quantidade limitada e a venda exclusiva ao Governo Federal.
Publicado em: 22 de maio de 2019
Publicado por: Assessoria de Imprensa
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